Natal 2/2
O AIKIDO RELACIONAL QUE DISSOLVE A AGRESSÃO E TRANSFORMA A RELAÇÃO
Na 1ª parte deste artigo (ler aqui) publicamos exemplos de situações desagradáveis e ataques verbais que acontecem na reuniões familiares.
Neste 2º artigo, focamos nas soluções inspiradas nos principios da arte marcial que eu pratico: O Aikido
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Centrar-se : Receber de forma calma o comentário
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Acompanhar : Compreender e Encontrar um ponto de união
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Direcionar : Lançar uma ponte e construir
Vamos relembrar uma das situações :

Etapa 1(Centrar-se): Encontrar a distância justa
Alguns caminhos para te centrares e manteres presente, sem despoletar em ti um processo defensivo*:
1. “Como assim, o que queres dizer com ‘arranjar’?” : Demonstrar curiosidade. Acolher calmamente a pergunta solicitando ao interlocutor que especifique melhor a sua dúvida:
2.“Hooo… alguém está a precisar de arranjo, avô?” : O Humor. Demonstrar que recebeste a mensagem com bom humor, para dissipar o teu próprio nervosismo e desanuviar o ambiente antes de iniciar o diálogo: Às vezes, este sentido de humor sem complexos é suficiente para todos se rirem da situação e para que o seu impacto se esfume como por magia.
3.“Hummm… estou a pensar como responder à tua pergunta…” : Centrar-se em voz alta. Marcar um tempo de resposta e recentrar-te em voz alta, o que dissolve a carga agressora do comentário:
*Um processo defensivo — que só faria escalar ou repetir-se a agressão — consistiria em calar-te, mudar de tema, evitar o tema, evitar as pessoas, ou contra-atacar colocando agressivamente limites ou fazendo, por tua vez, uma crítica pessoal ao interlocutor.

Etapa 2 (Acompanhar): Aproximar-se protegido/a e escutar com curiosidade
Alguns caminhos para te aproximares de forma protegida e centrada do outro, com curiosidade:
1.O que é importante para o avô: “arranjar alguém” ou “ter um relacionamento bom com alguém”?
2.Em quem o avô está a pensar?
3.Como é que o avô “arranjou” a avó?
4.A avó foi “arranjada” por si, ou foi a avó que o “arranjou”?
5.O avô parece preocupado, ou só quer que eu seja feliz?
6.O avô parece dar muita importância à vida de casal… O quanto isso é importante para si?
7.Eu “arranjar” alguém é mau ou bom ?
8.Quais os inconvenientes e vantagens para si?
9.Qual seria o impacto ? O que é que o avô acha que “arranjar” alguém pode me beneficiar?
10.Avô, qual é o prazo expectável, na sua opinião, para “se arranjar” alguém?
11.“Arranjar” alguém para quê, avô? Qual era a sua ideia?

Etapa 3 (Direcionar): Unir-se e direcionar o diálogo crescendo ambos
Esta fase é a mais mágica, pois nela um novo equilibrio e harmonia surge. De facto, o Aikido é o caminho do reequilibrio da energia!
Por exemplo, iniciando o dialogo com a opção acima #6 :
Avô: Quando é que arranjas alguém?
Aikidoca: O avô parece dar muita importância à vida de casal. O quanto é importante para si?
Avô: Bem, essa é que é uma pergunta difícil! Suponho que, quando há muito companheirismo entre o casal, viver juntos torna a vida mais doce.
Aikidoca: Concordo, avô… juntar-se é um compromisso muito importante! Já agora, o que quer dizer com companheirismo?
Avô: Muita coisa, minha neta!
Aikidoca: Então eu vou almoçar consigo esta semana e conta-me, acha bem?
Avô: Espetáculo. Combinado!

Vem praticar Aikido Relacional connosco e desfruta dos teus neste Natal…
Descobre como reagir a situações como as acima, inspirando-te nos princípios do Aikido…
Vais aprender — divertindo-te — a dissolver a agressão e a transformar a relação!
Mais informação sobre onde, quando, com quem e como treinares o Aikido Relacional : Aqui
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